9 de março de 2017

Já é cedo em Colônia, Alemanha, e mais um dia pegamos o trem das 9h31 rumo a Düsseldorf para o 4º dia de EuroShop, que acontece de 5 a 9 de março. A EuroShop é uma das principais feiras de varejo do mundo, reunindo dezenas de expositores trazendo novidades na área do design, arquitetura, iluminação e produção de tecnologia, entre outros. No último dia do evento, já podemos ter algumas percepções mais consolidadas do que temos visto na feira, tanto nas palestras, quanto nos estandes dos expositores.

O que mais se destaca nessa experiência é que conseguimos perceber uma transformação na relação das Marcas com as pessoas. Todas elas estão em busca de um relacionamento verdadeiro, buscando relevância e engajamento para um dia, talvez, colherem o prêmio de um consumidor leal.

Para alcançar essa difícil meta, apenas as empresas com menor aversão ao risco puderam se beneficiar dos primeiros momentos desta nova era e tornaram-se exemplos repetidos nos palcos e corredores da EuroShop. Vimos exemplos de gestores de Marcas de varejo, institutos de pesquisa, conhecimento de consumo e tendências, todos apresentando casos de empresas que saem de seu core business em busca da tão procurada relevância.

Para exemplificar, comparo duas fabricantes de bicicletas. A primeira, com seus produtos super premium, abriu uma loja própria para vender suas bicicletas e criou uma experiência gratificante no recinto ao expor uma grande tela onde o consumidor poderia personalizar cada peça do veículo, inclusive sua pintura.

A segunda, uma varejista online londrina de artigos para ciclistas, também abriu um espaço físico para si, mas com o foco apenas em um bom café e não na venda de produtos. A estratégia ao abrir um café para os ciclistas não focou em sua principal fonte de renda, mas em um espaço dedicado à formação de uma comunidade de ciclistas, que se encontram naquele espaço para compartilhar experiências sobre o que eles mais têm em comum: os passeios que fizeram e os próximos que farão de bike.

Por um lado, não podemos afirmar se existe uma estratégia melhor do que a outra. Por outro, sabemos que os young adults pensam de forma diferente e, portanto, as Marcas que já perceberam isso estão se reinventando, criando novos serviços e pensando além do seu core business.

Nesse panorama, vale a pergunta: qual outro serviço a sua Marca pode oferecer para ser mais relevante e engajadora para seus consumidores?