29 de outubro de 2013

No fim de setembro, aconteceu aqui no Rio um café da manhã com dois convidados especialistas em web: Leo Brossa e Vitor Clemon. Um levou a conversa para o lado criativo e o outro para negócios, fazendo com que a manhã precisasse encontrar o meio termo entre business e criatividade.

E o ponto de equilíbrio das palestras encontrou-se na frase “calma, a gente sabe como lidar com a web”. Sinal de que agora somos um mercado mais maduro para lidar com o Digital. As Marcas não têm mais medo das redes ou de seus próprios consumidores. Mas a principal mensagem do dia foi “calma”, porque a internet não trouxe um novo mundo, mas novas dinâmicas para a nossa mesma estrutura. Sim, o cenário mudou, agora o consumidor tem poder de voto. Ele vê, analisa, interage, comenta, briga, ama, compartilha, mas, no fim do dia, quem decide qual mensagem ganha o público é o próprio público.

Parece que estou falando o óbvio. E estou. Mas demorou alguns anos para que compreendêssemos que a web abriga a mesma estrutura do offline; o que muda é a forma de pensar. Ou seja, os critérios de sucesso – ser relevante, diferenciado, proprietário e consistente – continuam valendo. Além disso, a necessidade de cumprir uma promessa de Marca e entregar algo que faça diferença na vida dos públicos de relacionamentos é ainda eminente.

E se a lógica do Branding continua valendo, a necessidade é adaptar a forma. A boa notícia é que nós, especialistas no assunto, lidamos com uma disciplina que já nasceu virtual. Nosso trabalho é fazer a gestão do intangível. E vamos continuar fazendo tanto nos meios tangíveis quanto nos virtuais.

O cenário, portanto, nunca foi melhor para o Branding. E é isso que estamos observando no mercado: mais empresas tomando as rédeas da própria Marca, mais teses sobre Branding, mais conversa, mais gestão de Marca. E para as Marcas percebemos mais Digital. Um equilíbrio tão estranho e, ao mesmo tempo, tão óbvio quanto criatividade e business.