17 de março de 2016

Foi uma grata surpresa a bela cidade de Austin. Já curti o Branding da cidade – Stay Weird – representada pelos chifres grandes e com o compromisso de se manter “esquisito”.

Não é à toa que esse festival (SXSW), que comemora 30 anos, tenha começado aqui e se tornado, hoje, referência de inovação, tendência e tecnologia. E mistura tudo, até o presidente Obama. Ele esteve aqui ontem com seu estilo carismático e reconhece que a tecnologia está ditando regras no governo americano.

Meu filtro para escolhas do primeiro dia foi o universo de marcas e, talvez por ser meu território, não fui surpreendida a ponto de falar: “Isso mudou minha vida!”.

Mas é só o primeiro dia. Claro que de cada um dos painéis algo interessante ficou registrado.

Primeiro fui ver “Disruptive Philanthropy in a Digital World”, ministrada por Jacquelline Fuller, que é diretora do Google.org, o braço de filantropia e responsabilidade social do Google. O mais bacana que aprendi foi que antes do Google fazer seu IPO, os dois rapazes prometeram que ele nunca seria uma corporação tradicional e, para colocar em prática essa crença, definiram que 1% do lucro da empresa seria destinado a fazer um mundo melhor. Esse compromisso com o dinheiro previamente alocado faz com que essa postura perante o mercado e investidores seja clara e o compromisso com um impacto social se torne realidade.

Quando o entrevistado perguntou a ela qual era a agenda mais importante no momento, ela respondeu que eram o vírus zika e os refugiados. Quer dizer que o mosquito fez um strike mesmo!

A segunda palestra foi sobre “Innovative Brands using Data-Driven Marketing”. A diretora de Digital Strategy da Johnson&Johnson falou a frase que resumiu a conversa:

“Big data is not worth it if you don’t break into small data”.

Basicamente, saí com a mesma sensação que entrei. Temos muitos dados, milhões de informações sobre o consumidor, mas ainda estamos engatinhando quando o assunto é entrar na vida das pessoas. Como, de fato, as marcas podem gerar interação, conteúdo e venda de forma relevante para as pessoas? A resposta ainda está em aberto. Talvez ano que vem tenhamos mais luz sobre esse desafio.

Last, but not least foi a melhor do dia: “Culture: the new currency of Retail.”

A marca Toms estava representada pelo VP de Retail, Rick Badgley, que explicou o modelo de negócio: compra um e doa outro. Eles chamam seus consumidores de supporters porque todos dividem a mesma visão sobre como mudar o mundo. Falou que estamos saindo da era da transação; a nova medida de lealdade é engajamento. O papel das lojas é mostrar a cultura e como a marca toma vida, mais entretenimento do que compra. As pessoas estão sentindo necessidade de se conectar principalmente com marcas que as ajudem a compartilhar um estilo de vida. Então, as marcas que fazem isso serão as marcas relevantes! Por hoje é só.